A esporotricose em gatos é uma doença que está se espalhando pelo Brasil e para a qual não se tem dado atenção suficiente. Os gatos são as principais vítimas da esporotricose, uma infecção fúngica que, em geral, acomete a pele. Porém, ela pode se espalhar pelo organismo e colocar em risco a vida do animal, se não for tratada rapidamente.

A esporotricose tem cura, mas o tratamento com antifúngicos nos gatos é demorado e pode ser caro para algumas famílias. Além disso, o relato de esporotricose humana não é obrigatório no Brasil e, portanto, não se sabe exatamente qual a prevalência de casos no país.

Gatinho deitado com orelhas levantadas

No Rio de Janeiro, a notificação é obrigatória desde julho de 2013, devido ao status hiperendêmico na área. Mais de 5 mil casos em humanos e 4.703 em gatos foram diagnosticados em 2015 pelo INI-FIOCRUZ, o laboratório de referência do estado.

A seguir, você fica por dentro de todos os detalhes, com informações sobre as causas, sintomas e tratamento da esporotricose em gatos. Acompanhe!

Causas da esporotricose em gatos

A esporotricose felina é causada pelo fungo Sporothrix sp., que vive naturalmente na madeira, na superfície das plantas, troncos de árvores e no solo. No Brasil, o agente mais frequente é o S. brasiliensis, apesar do S. schenckii também ser encontrado em menor escala.

Um gato pode se infectar ao ter contato direto com o fungo por feridas na pele, se arranhando em alguma planta. Além disso, há casos de infecção pelo consumo de uma dessas folhas hospedeiras.

Os felinos infectados, então, transmitem o fungo arranhando e mordendo outros gatos ou cães. Cabe destacar, também, que seu tutor e qualquer organismo estará mais suscetível se for imunossuprimido.

Gato em meio ao mato

Sintomas da esporotricose felina

Geralmente, o gato com esporotricose apresenta nódulos firmes, de 1 a 3 cm, no subcutâneo (embaixo da pele), e lesões ulceradas, com secreção sobretudo no nariz, nas orelhas e na face.

Além do mais, a esporotricose tem sintomas de prostração. Os felinos podem apresentar debilidade física, com linfonodos aumentados.

Por isso, ao notar sinais semelhantes, é importante levar o animal para uma consulta com o médico-veterinário rapidamente. Se a doença não for tratada, pode se disseminar, atingindo ossos, articulações e o sistema nervoso — quando costuma ser fatal.

Diagnóstico da esporotricose em gatos

A doença de gato esporotricose pode ser confundida com outras condições cutâneas, como reações medicamentosas, alergias, infecções bacterianas e neoplasias.

Portanto, o médico-veterinário terá que revisar todo o histórico do felino. Narrar ao profissional se houve brigas recentes, exposição ao ar livre e contato com detritos em decomposição, como composto de jardim, pode ajudá-lo na investigação.

O diagnóstico definitivo costuma ser obtido pela identificação do fungo em um exame de análise das células (citologia ou biópsia) obtidas da pele lesionada.

Gato branco com cara tigrada e olhos azuis

Tratamento da esporotricose em felinos

Assim como acontece com outras doenças fúngicas, o tratamento da esporotricose é um desafio para os veterinários. Isso porque envolve períodos prolongados, custos elevados e efeitos colaterais. Converse com o médico de seu pet sobre todos esses aspectos.

O tratamento é feito por remédios administrados via oral. Normalmente, pode durar de meses a anos, e costuma continuar por algum período após o desaparecimento dos sintomas visíveis.

Agora você já conhece os sintomas e a importância do diagnóstico rápido da esporotricose em gatos e um tratamento adequado. Aproveite também para conferir mais conteúdos sobre saúde animal aqui, no blog Seres!